Como te disse, no inicio desta saga de emoção, envolta em sentimento, eu agarrei-me a ti, mesmo sabendo que trazias as mãos vazias, um olhar impreciso que não viria na minha direcção, nunca. Mesmo sabendo isso, eu não as neguei, toquei-as levemente e, agora, trago-as sempre comigo. Não vou dizer que vazias continuam, pois já mostraste que, das tuas mãos, muitos frutos se podem colher. Não vou dizer que o teu olhar é impreciso e não olhou nunca na minha direcção, já provaste olhar-me. Vim-te apenas dizer que realmente me provaste, pela 2ª vez, que vale a pena agarrar mãos e acreditar que nem sempre estão vazias, mesmo quando o achamos. Vale a pena conhecer. Eu gostei de conhecer as tuas mãos, de lhes tocar, de ver frutos e gostava de um dia te poder compensar por isso. Eu sei que esse dia nunca irá chegar, mas deixo aqui, nisto que vais ler, impressa a minha vontade de te agradecer. Há pessoas que passam e outras que marcam, se outrora não quis sequer que tivesses passado, agora gostava que marcasses mais. Eu sei como vieste. Eu sei como mudaste, bem sei como ficaste e, agora, bem sei como vais partir. Até lá, se ainda não o atingimos, deixo o sincero obrigada pelas tuas mãos. deixo um sincero obrigada pelo desenho do teu sorriso. Deixo um sincero obrigada pelas lições. Deixo um sincero obrigada por seres assim e deixo também uma sincera vontade de que não te vás embora.
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