Tão encantada tua imagem a meus olhos, tão encantado teu rosto a meu dedos e tuas mãos a minhas mãos, que a cabeça não me deixa esquecer, os braços se movimentam rapidamente para ver a tua fotografia, linda, Livro. Foi por causa do teu sorriso que o céu ganhou novo ânimo, que o meu orgulho em mim mesma, e em ti, ganhou novo fôlego. É assim que vivo, entre os dias em que te vejo e os precedentes de te ver outra vez, com o sol, as nuvens brancas, sem medo de sair de casa. Com roupa curta e leve, porque o calor do teu sorriso avisa que o verão se aproxima e que não vai ser o fim. Vai ser um começo. Como todos os começos este poderia começar com "era uma vez", mas a história, a tua história em mim é outra, e não era uma vez. Tu és todas as vezes, e não és passado. O teu passado, em mim, é cruel, visto com olhos rudes, arrogantes, tocado por mãos sujas e doentes. O teu presente é calmo e quente, é verão, visto com olhos doces e meigos, tocado por mãos de seda, limpas de toda as frustrações e pequenos pormenores negativos que ambas fomos dando à história. A cada uma das nossas histórias que, agora, finalmente, se souberam cruzar. Espero algum dia poderem os teus olhos cruzar estas linhas e o coração percebê-las, que me oiças. O meu real desejo é esse: que me oiças ler-te tudo isto, com voz calma, de espírito aberto e verão todo o sempre.
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