A recompensa de tempos

Já não te sei escrever, por sentir minhas palavras tão pequenas em relação ao teu grande sorriso. Não sabia que o teu sorriso sabia ser assim, tão grande e brilhante, mas o teu fundo, que muitos surpreenderam, eu já sabia ser assim. Eu acreditei em ti, mesmo quando ninguém mais o faria. Ninguém soube ver o teu sorriso debaixo da capa gelada que criaste à tua volta. Eu sei que era um refúgio, que talvez a continuarás a manter. Deve ser uma segurança para ti, por isso te chamei tantas vezes de livro, nunca, nunca te avaliando só pela capa. Foi por isso que esta "viagem" por ti foi emocionante, teve momentos bons, maus até, mas sempre te achei capaz de me sorrir, pelo menos um dia. Sempre te achei capaz de sorrir ao mundo, pelo menos um dia. A recompensa de todos os investimentos está patente em tudo o que agora nos liga, mesmo que telepaticamente, mesmo que virtualmente. É tão fascinante esta sensação, sabendo-me eu portadora de letras, que nem essas mesmas sei escrever sobre isto, o teu sorriso, sobre esta tua condição na minha vida. Vou recordar cada um destes momentos. Vou recordar todos os teus sorrisos e, dentro do pequeno baú que guardo com o teu nome, Livro, vou multiplicá-los, até o teu sorriso brilhar como o sol e o souberes dar ao mundo como borboletas que voam longe, além mar. Nesse dia eu saberei que serás sempre um sorriso que um dia pintei. Nesse dia me saberei parte de um dos teus capítulos. Nesse dia saberei ser feliz! Obrigada, Livro!

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