Invocarei vossa força sempre que meu coração cair na fraqueza de não vos saber ver. Invocarei a vossa força quando o vosso branco deixar de me tocar e o vosso preto deixar de sentir. Ao fim de tanto tempo passado, deveria eu, pequenina e morena, saber-vos ver nas mais pequenas coisas, e sei, mas não em tudo...e vosso rosto saudades irá deixar! Eu nunca me soube, sendo eu portadora de um coração tão pequeno e frágil, adaptar às saudades, ao tempo passado entre ver o rosto de quem gosto outra vez. É deste modo que sei deixar de ouvir vossa voz, e essa voz deixar de encantar e deixar de tocar as mais belas melodias que um dia pude ouvir. Decerto essa melodia irá deixar saudades, infinitamente. Eu não sei até onde vai o infinito, mas neste momento declino-me sobre ele, sobre as nossas memórias de um dia, que soubemos criar as melodias certas, nos momentos certos, com vosso preto e vosso branco, como pano de fundo. Eu terei saudades de vos pedir a força divina que sempre me soubeste tão bem dar. É com toda a força que me tereis dado que sinto o fim a chegar. A prova dessa força, que resultou, teve o seu êxtase hoje mesmo, quando vos recebi pela ultima vez, pela forma de letras oficias. Assim, declaro o fim de vós enquanto piano vivo, talvez agora irei aprender a escrever-vos, a ouvir-vos através da melodia da saudade. Até vos voltar a ver, saberei a saudade infinita, como as memórias que irei relembrar, desse vosso rosto que marcou tantos dos meus dias. É com vosso rosto que venho relembrar-vos que todo esse branco, que todo esse preto, todas essas melodias e forças não foram, de todo, tempo perdido. Decerto, melhor que ninguém, sei que vossa passagem por aqui, pela minha alma, não foi em vão. Agora com a saudade parto numa busca pelo sentido dessa passagem. Mais tarde dir-vos-ei o sentido, se o souber encontrar. Se o souber encontrar este não é o vosso fim.
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