O mundo não te sabe como eu te sei saber,
porque nos sonhos que nunca sonhei ter
Desvendei com os meus dedos,
o teu pequeno sorriso cheio de segredos e medos.
Aprendi-te frágil e forte,
seguindo-te nos trilhos que caminhaste,
onde encontrei o coração que nunca apresentaste,
como pequeno astro, infinito até à morte,
e o teu sorriso de mulher, entregue à sorte.
Eu, acreditando no teu sorriso,
apenas sei ser mais um coração que não sentes,
que te sabe como meiga, que nunca mentes.
Sonhando desvendar quantas vezes tiveste de pisar
sentimentos, emoções como pedaços de vidro com percalços,
sempre de pés descalços, que não te souberam magoar.
E sei que tuas mágoas e dissabores de vida cansada,
guardas na tua alma como gaveta trancada,
semeando força na estrela não apagada,
como o teu sorriso de mulher.
Por isso, mulher, percebe a minha proeza,
quando te sei como rainha, princesa.
És esperança e mudança, páginas em branco por escrever.
Antes que a vida acabe como rosa de espinhos,
deixava aqui, ali, por entre caminhos
e, olhando só à dor, o coração se desfaça
numa margarida que não se deixa colher.
Ouve-me mulher, quando te digo cheia de graça!
Renovação e emoção de vida ainda por viver!
Ouve-me quando te digo como esplendor,
e mostra-me o teu sorriso de mulher.
Mariana Pereira
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