Há aqueles sonhos que, de tão reais, não os podemos distinguir da realidade, tal como há aqueles dias, de sonho, em que acordamos com a força necessária para quebrar barreiras, coma força necessária para ter esperança. É nesses sonhos que pairas em tudo, especialmente neste dia. É nesses sonhos que o brilho infinito do teu sorriso paira sobre tudo, incluindo-me, incluindo o céu, abafando o sol, aproximando-se das estrelas, quebrando as nuvens e pondo o céu limpo. Tu misturas-te em tudo isto, daí haver uma linha ténue entre o sonho, em que estás, e a realidade, em que te apresentas.
De facto, quando nos meus sonhos entraste, já me estavas mais que apresentada, julgava eu, imaginava eu, contudo, o teu brilho veio, sentou-se ao meu lado, e sorriu-me, desafiou-me, acreditou-me. Hoje escrevo-te por não o ter desacreditado, pelo contrário, por o ter feito ver que eu mereço, por o ter feito ver que eu mereço. Sim, hoje eu mereço ver todo esse brilho, saber mais sobre ele. Eu provei-te, mesmo não querendo tu provas. Eu sei que gostaste, eu sei que, mesmo nos meus sonhos, tu querias escrever uma história sobre mim, porque me sinto uma história que merece pertencer a ti, ao teu livro de memórias, de aventuras e desventuras, ao teu romance histórico, acreditando-te como uma personagem intemporal. Tu és uma pessoa, livro, intemporal, pois nunca saberás morrer, saberás sempre que, no fim de um capítulo, vem outro e cabe a ti escrevê-lo com o coração, aliado ao sorriso, com o brilho dos olhos como pano de fundo, ou então escrevê-lo com um carvão grosso, sujo, sem sorriso, sem brilho como pano de fundo. A decisão estás nas tuas mãos, mas acredita, eu sei que não morrerás, mesmo que em sonhos e, tal como te disse, os meus sonhos já sabem ser realidade. Hoje tiveste a prova. Obrigada pelo brilho e não tens de agradecer pelo sorriso, estarei sempre pronta e ansiosa a provoca-lo.
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