Vejo o meu medo nos teus olhos. Os teus olhos são o meu medo quando na tua ausência, mais nada sei ver, mais nada sei saber. É ver o céu da cor dos teus olhos, ver o brilho em cada estrela, como o teu sorriso. É ver-te, olhar-te, à distância. O mal não é ter-te aqui, não é ir-te perder, o mal é ter-te aqui e não estares, é querer demais ter-te aqui, sabendo à partida que não te vou ter. Eu não te quero ter e talvez me engane quando te tenho. Bem no fundo tu não és real, só ganhas vida nestas palavras e, apesar de fazeres parte do meu dia-a-dia, continuo-te a achar só e apenas uma personagem de um sonho que nunca sonhei antes. É isso, é isso que te torna tão especial. Espero eu que seja. Espero eu que não te venha a desiludir, em vida, para não te magoar, nestes sonhos. Espero eu que não te venha a perder, em vida, para não te esquecer, nestes sonhos.
Percebe de vez que o teu sorriso fez tudo isto, percebe que sou louca por ter acreditado nele, que eu acreditei e que não me desiludi. Percebe de vez que eu não te posso desiludir, tu nunca mo soubeste fazer, muito pelo contrário. Cada vez és mais, melhor, cada vez sinto mais a tua falta. Não te sei avaliar em "bom" ou "mau". Talvez apenas te saiba avaliar em livro, em páginas, em letras, em histórias. És a personagem dos meus sonhos com que mais me identifico. És a que mais quero ter e por isso, te quero escrever. hoje e sempre. Queria ser um capítulo, uma história, um parágrafo. Por isso, vou continuar a sonhar, contigo, com as tuas histórias. Por isso, vais continuar a ser medo, cheiro, flores, histórias e sorriso, até que eu te escreva. Até eu estar aí escrita, esse é o meu mal.
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