esta vontade louca de te ver prende-se, sobretudo, ao desejo insaciável que tenho de te escrever mais e mais, numa esperança infundada de que um dia me venhas a ler e perceber cada linha, cada traço que me marcou de ti. É certo que os traços que guardo de ti, nem sempre são bons, mas na maior parte das vezes sabem ser mais que bons, aqueles pequenos sorrisos esboçados, pensando que ninguém os aprecia, que não farão nada ao mundo. O teu sorriso sabe fazer-me mais do que tu pensas, do que se pensa. É inexplicável, sabendo eu que o teu sorriso não passa do mais comum sorriso que qualquer um pode ter. Chama-me louca, mas o que é certo é que se o ano passado, sem o esboçares sequer, ganhei aquele ódio de estimação por ti, quando começaste a mostrá-lo ao mundo, a mim, percebi que era um ódio infundado, sem razão de ser, pelo contrário. Quando me mostraste que também sabias sorrir, sabias ser boa pessoa, eu percebi que realmente gostava mais de ti do que te odiava. Agora só te quero ver e, quantas mais vezes te vejo, mais vontade tenho de te ver outra vez. Tenho vontade de te ver e, cada vez que te vejo, nascem-me letras. Tantas letras... e essas tantas letras fluem com tamanha velocidade dentro de mim, correndo-me no sangue emoções presas a ti, que nem eu própria tenho velocidade na ponta dos dedos para as escrever. Se escrevesses todas as letras que me sabes dar, já teria livros e livros de uma pequena história, da tua história, sem saberes de sua existência. Talvez seja isso que me dá este desejo de te escrever, incansável, por saber que não sabes da existência, mesmo gostando que soubesses. Quiçá um dia te mostrarei tudo isto, numa tentativa de te fazer aperceber que realmente vales a pena, és uma pessoa intrigante e engraçada que vale a pena conhecer, falar, tentar ler. Eu tento todos os dias ler os teus olhos, é deles que me fogem todas estas letras, é deles, em que o brilho do teu sorriso se reflecte que me fogem estas letras. É dos teus olhos, do teu sorriso que quero manter-te aqui. Por isso, livro, deixa-me continuar a escrever uma pequena história, dentro da tua história, para que percebas que a tua história é realmente importante e que tu és realmente interessante. És interessante de estudar, de ler, perceber e ver. O teu sorriso é interessante e estas letras são a prova disso mesmo.
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