A falta de ti, a falta do que era muito teu. Sim, é falta com uma pitada de saudade, melancolia e água. Sim, é saudade do que foi passado e do que viria a ser futuro, do que sonhava vir viver. Sim é água por sentir que o futuro é curto, mais curto que o fio de brilho do teu sorriso. É certo que cada um de nós faz o futuro e espero que, no meu, nunca te venha a perder, nem ao teu sorriso, ao seu fio de brilho. Eu sei que nem sempre fui, que nem sempre estive, nem sempre... mas o teu fio de brilho é para sempre.
Tudo isto me faz questionar e tu sabes. Tudo isto me faz pensar e tu sabes. A vida será isto? Perder, ao fim de tantas vitórias? o teu sorriso, a tua forma de ser era uma vitória para mim e... perdi-te entre o tempo, entre o estado físico das coisas? Questiono assim, a tua ausência, questiono assim a tua presença. Ambas existem, só que eu ainda não aprendi a conjugar ambas. No meu coração e cabeça eu não sei. Não sei saber nada. Ora te sinto, ora não te sinto. Quando te sinto, sabes bem que sei ser eu, com aquelas gargalhadas todas que me ensinaste, com a forma calma com que as moldaste. Quando não te sinto, sabes bem que sei ser eu, com aquelas lágrimas que nunca me ensinaste, que tive de aprender sozinha quando falta de ti, física.
Talvez esta tua fugaz passagem tenha um sentido lógico, afinal, ensinaste-me tanto! Sei que não querias ser professora, mas soubeste ser mais que isso, sabes ser mais que isto. Todos os dias aprendo contigo, todos os dias sei nascer contigo e sei morrer contigo. Todos os dias me ensinas novas emoções, novas almas, novos sonhos. É nesses sonhos que vivo contigo, que me ensinas mais que todos, que me dás novos motivos e que nasço contigo. Quando os sonhos acabam e o sol caí, o pano de fundo desaparece e eu fico sozinha em palco. Parecendo que não, vendo tudo o que não fui, tudo onde não estive, eu sinto solidão. Deixaste-me sozinha em palco e agora tenho de acabar a peça sozinha - sem guião.
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