A cor mais bonita do mundo

A alma sabe-te fazer, ler e desenhar, por isso tenho de ti a escultura mais bonita, o livro mais poderoso e o desenho mais abstracto. Tal como eu, tu não és tu, és alma. A tua alma é bonita, poderosa e abstracta. Eu nunca sei como te vou encontrar, é por isso que te guardo sempre da mesma forma, na mesma caixinha de porcelana, fechada a sete chaves, muito pequena e frágil, muito minha. Como nunca sei como te vou encontrar, levo sempre salva-guarda, carrego sempre a tua caixinha, bem juntinha a mim. Como nunca sei como te vou encontrar, deixo as chaves dessa mesma caixinha em casa e levo-a aberta. Quero que possas entrar sempre que queiras, quem me dera que pudesses entrar mais vezes! Quero que mostres sempre o teu sorriso, quero que entres, sem reservas e invadas, que deixes a tua marca de brilho, a cor que só aparece quando tu apareces, a cor mais bonita do mundo! O teu modo de sorrir é a cor mais bonita do mundo. Por isso mesmo tenho uma caixinha de porcelana, cheia de ti, cheia da cor mais bonita do mundo. É abstracta, poderosa e bonita. é como a tua alma que se apresentou a mim, mesmo já te conhecendo à bastante tempo, a preto e branco, e se revelou feita de muitos tons. De facto, agora a tua alma, o teu sorriso, outrora monocromático, revelou-se com tantas cores, de tamanhas dimensões que se fundiu na mais bonita cor do mundo. O meu mal é que me começo a viciar nela, na cor mais bonita do mundo. O meu mal é o meu maior bem. O meu mal é ter-te como um dos meus maiores bens!

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