Saber que posso ter as tuas palavras quando mais me apetece estar calada, sem ninguém é como sentir todo um mar a respirar por mim. Meus pulmões são como ondas, que parecem intermináveis, de tamanho incalculável, sempre na mesma melodia. Meus suspiros, acabando todos eles em lágrimas, são as mais puras gaivotas que sobrevoam isso que me dás, esse mar. Pousam vagarosamente, rapidamente se vão e chegam sem aviso. Mal se ouvem, sim, eu sempre chorei baixinho para que só tu pudesses ouvir. Não vai ser agora que o vou deixar de fazer. Voltando agora ao mar, poderei assim dizer, face estas conclusões que tu és a minha bóia de salvação. Sim, eu sei, muito pouco original, mas quando a verdade não permite metáforas imaginativas que podemos nós dizer? eu apenas posso dizer que nada és mais que isto... nem menos. O papel encaixa-se à tua forma como uma luva numa mão de uma criança. Estás lá sempre e salvas-me quando o mar de lágrimas em meu torno é demasiado grande para controlar. O teu poder é saberes quando deves estar lá.
Podemos estar a uma distância temporal ou espacial gigantesca, mas basta uma palavra, uma só palavra e tu sabes o quanto preciso de ti, o que gosto de ouvir. Tu sabes o que és o que me fazes. Sabes quando me salvar.
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