Eu sei que arde, que consome, queima até chegar ao limiar da dor, contudo sei que é passageiro. Como o vento, passa e não mais o relembras, até voltares a sentires semelhante. Passa sempre, mas sempre deixa marcas. É por isso que existe. Deixa-nos aprender, deixa-nos chorar para no fundo nos deixar ver o que realmente somos e sentimos. É no que arde que nos conhecemos, que conhecemos o que é nosso ou não, o que faz parte de nós ou não. Porque o que arde consome, queima até ao limiar da dor, mas não nos esqueçamos que também ilumina. A luz do fogo que sentimos é como a estrela polar. Pode nem sempre ser visível, mas está sempre lá, basta na dor, encontrar uma bússola que nos indique onde está a estrela. A dor ensina-nos a procurar as melhores bússolas, a encontrar as melhores estrelas. As nossas estrelas.
E tu és a minha estrelinha!
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