de todo o entendimento que nós criamos, gerou-se um silêncio meigo e fértil que todos os dias me lembro. É como o outono, que deixa as folhas, sendo estas as nossas vozes, pousadas sobre a terra, sendo esta a Alegria. Talvez mesmo essa Alegria seja o nosso segredo, pois acredita há sempre um segredo nosso, só nosso, que fermenta no silêncio.
Sagrado e intocável, tanto o segredo como o silêncio. Não basta não falar, afinal nós raramente nos calamos, basta olhar os nossos olhos para termos esse silêncio. Mesmo quando estamos no meio de uma longa conversação sabemos ter um grande e precioso silêncio. Mesmo a falar somos nós e o nosso silêncio. Somos o segredo e o outono. E as folhas amarelas e castanhas, e o vento e a chuva e o sol. Somos a melodia que se cala e ficamos sempre, sempre, sempre, sempre juntas no silêncio.
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