Querida alegria,

Nunca neguei, alegria. Nunca te disse que não, admiti sempre sempre que sim: és inspiração. Foi por isso que vieste mudar a minha forma de escrever: as minhas letras nunca mais foram as mesmas, as virgulas nunca mais foram postas no mesmo sitios e os poemas começaram a rimar melhor que nunca. Vieste-me ensinar a sonhar. Admito sim, tinha saudades de sonhar antes de ti. Estava cansada de ser pessoas que não eu e sempre que chegava a casa e despia a minha máscara, via sempre um nada tão profundo e tão vincado. Destruíste parte desse nada, com essa inspiração que me deste. Agora afirmo às estrelas que sonho e que já não tenho medo de dormir, de sonhar. Agora afirmo-te a ti e ao mundo que me inspiraste a ser mais, mais do que esse nada que me tornei, mais do que a impossibilidade de ser sonhadora. Inspiraste-me a ser melhor em tudo e sei que agora sou. Sou melhor a escrever-te: sou mais eu.

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