Querida alegria,

quando sou lágrimas de sangue, sem veias e artérias mais que o possam levar ao coração, quando sou trevas e mal, e raiva e fogo, sou filme de terror e nada de positivo vejo, quando sou má e tenho inveja, e quero morrer, quando me sinto sozinha, sem nada nem ninguém ou até quando já nada parece fazer sentido à minha volta, nem o mais pequeno copo de água, quando sou espada, quando grito e berro, quando me desfiguro e caio redonda no chão sem forças estás lá. És o meu porto de abrigo. Nem que apenas por palavras não ditas, nem que por gestos não feitos. Nem que apenas por silêncios inexistentes ou por olhares não trocados. Nem que somente por mensagens não enviadas ou por telefonemas não feitos. Nem que apenas por nada. És o meu porto de abrigo.

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