Volta o tempo de tirar tudo da secretária. Volta o tempo do cheiro a livros novos, de dizer à família que nos vamos aplicar enquanto nem nós próprios conseguimos perceber o que é que quer dizer isso. Nós prometemos e quase que acreditamos que vamos fazer os trabalhos de casa todos, que vamos acordar cedo para chegar a horas e deitar tarde para ter 18 num teste. Para muito poucos isto é realidade. Nós pensamos, quase acreditamos mas não conseguimos entranhar. Daqui a pouco tempo já pensamos: trabalhos de casa? o que conta é o teste. E depois vêm o stress de dizer que não fizemos, vem o medo que sejamos os únicos a não os ter feito.
Ora, Setembro é sempre, sempre um mês de promessas.
Entre outros, Setembro é o mês das novidades. Para muitos, um novo ano, para muitos nova turma, nova escola, novos livros. O cheiro a novo dos livros é indiscutível o mais amado ou o mais odiado. folheamos e pensamos: Eu vou ter de saber isto? perguntas parvas quando as respostas são vagas. Setembro traz disto, traz dias de café e noites na rua arruinadas por uma manhã a vaguear por salas que ainda não decorámos, por livros que ainda não estão desenhados e por cadernos limpos. Traz o fim de férias e isso é sempre um pesadelo, tira-nos sempre o sono.
Setembro é assim, um mês diferente, por isso, depois de uma ausência prolongada de responsabilidades, de escola, de noites a estudar, de testes, apresento-me aos professores, à turma. Apresento-me pronta a não cumprir as promessas que todos os anos faço, apresento-me, de novo, pronta para escrever naquelas noites em que o sono não vem e ficou parado nas noites que passávamos no café, sem Setembro à vista.
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