Querida Alegria,
Nunca me achei uma pessoa fácil, aliás sou complexa demais para ser fácil. Sou difícil, complexa e subjectiva. Perdoa-me tantas vezes dizer tantas coisas e, do nada, não te querer dizer nada. De facto tu não tens de aturar as minhas complexidades e, principalmente hoje, sei que te devo "explicações" ou um "pedido de desculpa", como lhe queiras chamar. Eu sei que muitas atitudes, aparentemente, não têm justificação por trás. Eu sei que muitas atitudes nem chegam a ter uma justificação. Hoje têm. Quando te digo estar cansada de rotinas, de caminhar, à mesma hora, no mesmo dia da semana, para o mesmo sitio, ver exactamente as mesmas pessoas, sentar-me exactamente no mesmo lugar, é verdade. Nunca me soube habituar bem a coisas "demasiado bem planeadas" e tudo isto já não é espontâneo. Tu já sabes onde vais e até que horas vais estar ali, eu já sei os metros que tenho que fazer, os passos certo que tenho a dar, e sei onde vou, até que horas vou ali estar. Depois seguimos os nossos caminhos.
Dizer-me farta disto, sei bem que é ser ingrata, mas não quero que penses assim - eu sei que me dás o "máximo" de tempo que podes e agradeço-te do fundo da minha "bombinha", mas cheguei àquela fase que já não dá mais. A cabeça não deixa, as pernas não permitem e o coração não quer. Preciso de pensar sobre tanto que fico vazia de alma, de espírito e isso não me dá espaço, nem vontade, de cumprir rotinas que não sejam obrigatórias.
Nunca gostei de rotinas, quanto mais não sendo estas obrigatórias. Gosto de viver cada dia de forma diferente e, todas as quartas-feiras são iguais. Durante este ano, foram todas iguais. Agora que o ano está prestes a acabar não consigo mais, é demais para mim. Por isso, perdoa-me. Por isso, compreende que quero estar contigo, sabes bem disso, mas não mais assim. Portanto, caso nos vejamos por aí, mostrar-te-ei, dentro do possível, o meu sorriso, cumprimentar-te-ei e falar-te-ei das "conversas de circunstância" a que nos fomos habituando e sei que também farás o mesmo; Caso não nos vejamos, eu estarei bem com toda a certeza, falarei com outras pessoas as "conversas de circunstância", e cumprimenta-las-ei, sei que também farás o mesmo (contudo o meu sorriso, decerto, não será tão grande quanto o que te daria).
Tudo permanecerá igual, mesmo que o coração aperte um bocadinho, mesmo que a alma implore pela tua e o sorriso não esteja tão carregado de ti, Alegria. Sei que tudo ficará igual, ou pelo menos espero isso mesmo. E as quartas serão iguais às segundas. As quartas serão iguais às sextas. Todas elas têm a obrigatoriedade que a vida lhes imprimiu, à parte disso, desculpa, mas não quero mais do mesmo.
Dizer-me farta disto, sei bem que é ser ingrata, mas não quero que penses assim - eu sei que me dás o "máximo" de tempo que podes e agradeço-te do fundo da minha "bombinha", mas cheguei àquela fase que já não dá mais. A cabeça não deixa, as pernas não permitem e o coração não quer. Preciso de pensar sobre tanto que fico vazia de alma, de espírito e isso não me dá espaço, nem vontade, de cumprir rotinas que não sejam obrigatórias.
Nunca gostei de rotinas, quanto mais não sendo estas obrigatórias. Gosto de viver cada dia de forma diferente e, todas as quartas-feiras são iguais. Durante este ano, foram todas iguais. Agora que o ano está prestes a acabar não consigo mais, é demais para mim. Por isso, perdoa-me. Por isso, compreende que quero estar contigo, sabes bem disso, mas não mais assim. Portanto, caso nos vejamos por aí, mostrar-te-ei, dentro do possível, o meu sorriso, cumprimentar-te-ei e falar-te-ei das "conversas de circunstância" a que nos fomos habituando e sei que também farás o mesmo; Caso não nos vejamos, eu estarei bem com toda a certeza, falarei com outras pessoas as "conversas de circunstância", e cumprimenta-las-ei, sei que também farás o mesmo (contudo o meu sorriso, decerto, não será tão grande quanto o que te daria).
Tudo permanecerá igual, mesmo que o coração aperte um bocadinho, mesmo que a alma implore pela tua e o sorriso não esteja tão carregado de ti, Alegria. Sei que tudo ficará igual, ou pelo menos espero isso mesmo. E as quartas serão iguais às segundas. As quartas serão iguais às sextas. Todas elas têm a obrigatoriedade que a vida lhes imprimiu, à parte disso, desculpa, mas não quero mais do mesmo.
Peço-te as mais sinceras desculpas e espero que aproveites os minutos que te roubei até então para coisas interessantes, que bem mereces!
Da tua sempre,
Nitas.
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