Vós sóis decerto das poucas personagens, presentes em todos os meus sonhos, não possuidora de um sentido, de uma forma de ser, de uma forma de existir. Culpa minha, admitida perante vossa melodia, que nunca procurei o sentido entre todas estas notas e palavras, talvez por saber que seria uma busca infindável, e talvez os resultados fossem inconclusivos. Eu sei de mil e um sentidos, sobre vossa presença tal como não sei nem um unico sentido sobre vossa presença. É esta dúvida, multiplicidade de sentimentos, que não me dá espaço, nem força, para vos dizer mais, para vos dizer um sentido, para vos dizer um sentido. Na realidade, vós não sois um sentido, nem pretendo que sejais, mas se me procurarem nestas linhas, sabendo da vossa existência em mim fora dos sonhos, nem eu própria saberei explicar. O meu objectivo, se é que objectivo há, em relação a vós, não é dar-vos a conhecer ao mundo, é dar o vosso mundo a conhecer a mim própria. Não me peçam justificações para o querer, peçam-me antes razões para o fazer. Razões para o fazer, mesmo não encontrando sentido em vossas notas, tenho mais de muitas!
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