Custa, sei bem que custa. há alturas em que não apetece, há alturas em que só apetece mandar à fava, há alturas em que se cruza os braços e cai na monotonia de acreditar não valer nada. Em tudo na vida há coisas que cansam, o mais ínfimo pormenor cansa. Corre nas veias a vontade de mais além disto, a vontade de não mais disto. Corre nas veias a vontade de deixar para trás, de não olhar mais, não ver mais. Apetece cair. Apetece manter no chão o que de nós quis aquilo e deixar subir o resto, sem querer, sem vontade de levantar. Ás vezes apetece desistir. Mas sabendo eu, cabeça, mais do futuro, do que eu, corpo, resta sempre a esperança de eu ser capaz. Gosto de calar o corpo. Gosto de gritar com a cabeça. Por vezes um tem razão, por vezes o outro.
Desta vez, custou e continua a custar e sei que vai continuar. Por vezes custa, mas compensa. Por vezes custa, mas compensa e o momento em que a compensação vem é inimaginável a sensação que é. Inexplicável. Eu sei que custa, mas compensa. Acredita, eu sei que custa, mas compensa, ouviste corpo? agradece à cabeça!
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