Querido livro,

Só os loucos, como eu, imaginarão a satisfação de te ver assim. Possivelmente, por serem parecidos comigo, por te verem como eu, sem olhos. Eu realmente não te vejo, apenas me limito e seguir o fino fio de luz branca, de paz, que deixas ao longo da tua caminhada. Eu limito-me a seguir o que tu queres mostrar com esse fio de luz. Eu sei que quero sempre ver mais que essa luz, quero sempre chegar à fonte dessa luz, mas não me culpes. Por ser louca, acreditei sempre que a luz vem sempre de algum lado, mesmo sendo impossível descobrir a fonte da mesma. 
No teu caso, não é bem a fonte que me interessa, eu gosto mais do fino fio de luz branca, gosto mais de te ver colori-la à tua vontade, com a preciosa ajuda do brilho do teu sorriso. Por ser louca, acredito que tens um sorriso, aliás nem é bem por ser louca, é por não te ver, por te seguir. Decerto, para muitos, aqueles que não são loucos como eu, tu não o tens, algures entre a tua história alguém te fez desaprender do poder dele ou acreditam que nunca ninguém to ensinou. Eu sei que te ensinaram, senão não poderias espalhar esse precioso fio. É pena que só os loucos o vejam e sejam poucas pessoas que o sigam, é pena que te vejam. Talvez devessem haver mais loucos no mundo, como eu, pois tenho a certeza que terias mais brilho e mais gente poder-te-ia não ver, mas seguir. O teu sorriso vale a pena ser seguido, perseguido e, pelos loucos, ser aproveitado. 

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