Meu querido livro, que faz e tens histórias, que compões com as tuas marcas as mais bonitas palavras que ouvi na vida, que escreves, mesmo que te custe, com as marcas que me tens deixado por aqui. Livro, em tempos apenas te achei um passado, achei que as tuas histórias eram todas passado e agora sinto-te. Sinto que não. As tuas histórias ficaram no passado, as más e que te moldaram assim. As melhores estão aqui, neste capítulo do teu livro, livro. Agora quero que o capítulo não acabe, mas o fim será inevitável. Ao contrário das expectativas, vou deixar o seu fim chegar. Não vou colocar hipóteses, planos ou novas "histórias". Quem escreve um livro e dele faz parte, sabe quando o acabar, no momento e palavra certa. Talvez esteja mais perto de nós, a tal palavra. Não tenho medo, não tenhas medo livro. Escrevi-te um capítulo, no maior dos segredos, dele me orgulho. Não mais vou tentar escrever-te, dizer-te ou ler-te. Eu não quero, mas é com um sorriso, garantidamente, que te deixo, que termino este capítulo, ou melhor, que te ajudo a terminá-lo. Quem começa também acaba. Tu, livro, começas-te a tua história à muito e vais ser tu a terminá-lo, com ajudas. Este capítulo é meu e disso ninguém vai duvidar, mesmo que em segredo. Baixinho, num uníssono de duas vozes, vamos as duas, com a palavra certa terminar este capítulo.
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