não, por favor não. não digas não, é tudo o que te peço. Não negues, não magoes. A tua negação é a negação da minha alma, no momento em que mais a sinto viva. Já a atormentaste tantas vezes e, sem querer, atravessaste-a com a tua ponta afiada, espada, que te peço que não. Não negues. Correria até ao fim do mundo, tu sabes, não brinques comigo. Não faças nada além do que te peço, ou melhor faz tudo, mas faz o que te peço. Sabes a liberdade, sabes a tudo. Tu sabes e eu sei a que tu sabes. Não me negues isso. Não, por favor, não. Aprende que a minha alma te respira, que o meu corpo te transpira, aprende que é assim e eu ensinar-te-ei que nada mais te peço além de não digas não.
Eu não quis que assim fosse, não quis, juro-te. Já te disse que não queria tanto, não queria nada. E agora que te quero a ti, aqui ao meu lado, não digas não. Tenho tanto para te dizer, mostrar. Faço um poema com nuvens se quiseres, só para que vejas, só para que sintas. Mas sei bem que tu não sentes, não sentes, mas não digas não, só desta vez! Prometo depois deixar de saber a tua liberdade e dar-ta de mão beijada, prometo deixar de te ensinar. prometo não querer mais nada, mas não digas não. É tudo o que te peço, sem te pedir.
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