Já tive uma folha com o brilho do teu sorriso. Era perfeita: com linhas perfeitas como as do teu rosto, pelo menos aquelas que eu vejo; as linhas tinham a cor dos teus olhos, castanhas e profundas, ao olhá-las, com apreço e calma, via a sua profundidade, a sua magia.
Estive suspensa nela durante alguns minutos, prendendo-a fortemente com os meus dedos e depois deixando-a cair sobre a mesa. Continuei suspensa a olhá-la, a tentar escrevê-la: descobrindo a palavra certa, para não manchar o teu sorriso, procurando a letra certa e o modo certo de a fazer: nem muito grande, nem muito pequena. Queria escrever-te no rosto, como uma tatuagem, e isso teria de ser perfeito. Teria de ter a inspiração certa, a palavra certa. Talvez todo o tempo que estive suspensa sobre a folha fosse à procura de inspiração, e só depois me apercebi que apenas te esperava.
Que te espero sempre.
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