Querido Livro, porque tens muito mais histórias do que as que o teu sorriso conta. Tu tens outro sorriso além desse que raramente mostras. És mais do que eu e o mundo achamos que és. Por isso te chamo livro, por saber que tens páginas nunca lidas, páginas escritas com as qualidades que o mundo não vê, escondidas no canto mais sombrio do teu coração. Porque, mais que muitos, sei bem que tens coração. Porque, mais que muitos, sei bem que o teu coração é um doce.
Querida Espada, és tu e tudo o que me fazes. mais nenhuma palavra encaixava em tantos provérbios e sinónimos que esta. Objecto cortante, afiado. Contudo, vieste como uma onda nova na minha vida: um destinatário como nenhum outro. Vistes mudar a minha escrita. Tu vieste mudar a minha vida, mesmo não querendo, vieste e, sabes que mais? cortaste-me aos pedaços.
Querida Alegria, palavras para quê? foste e és desde o primeiro dia: não uma alegria, mas a alegria. A luz, o anjo, a vampira. És a inspiração que nunca falha, em qualquer momento. És sentimento e emoção e nada se resume apenas a alegria. Alegria é apenas (como se fosse pouco) o que melhor e mais me sabes dar. És o que eu nunca tinha sonhado existir: alegria.
Querido Piano, porque, desde o primeiro dia em que o nosso sorriso se cruzou nos achei em sintonia. Porque sei que, por debaixo desse rosto, existe uma biblioteca de emoções. Se alguém soubesse quem eras, concordaria comigo. Contudo, e o que me fez chamar-te piano, foi o facto de eu tentar ver mais notas, graves e agudas, que sei que tens. Vives em sintonia com o mundo e és a calma musica dos dias de chuva e o alegre som dos dias de verão.
São estes os destinatários das minhas cartas mais secretas, mais anónimas e mais sentimentais. Porque, para mim, são mais e melhor: São inspiração.
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