Origens e finalidades

Avaliar as origens de te escrever é difícil, tenho de remontar aos tempos em que ainda não tinha visto o teu sorriso, àquele dia (que nem tu te lembras) em que te vi, ao teu primeiro sorriso, para mim. Decerto não saberia que algum dia poderias vir a saber da existência de tudo isto, muito menos por mim, não me achava com coragem para dizer ao teu coração, que julgava frio, que o meu coração te houvera escrito tantas letras, tantas emoções. 
Desde que te comecei a escrever sempre pensei que eram apenas rascunho de letras, um esboço do meu coração sobre uma coisa que não conhecia, ou que conhecia de uma maneira diferente da que me houvera sido apresentada, mas as emoções e os teus sorrisos começaram a aumentar. A minha felicidade era parecida com a do teu sorriso e, por isso, sempre te quis escrever. Parti assim numa aventura, e quando estava contigo lia-te, observava-te como se fosse a ultima vez que ali estavas, perante mim. Todos os dias, em que estava contigo, eu tentava arrancar-te um sorriso e, quer acredites quer não, eu também sabia sorrir só de ver o teu sorriso. Tornaste-te uma espécie de terapia, escrevia-te para sorrir, escrevia-te para que sorrisses e, consequentemente, eu também me arriscasse a sorrir. 
Sabes que eu não era ninguém sem as outras pessoas, sempre me apaguei demasiado a seres humanos. Tenho medo da solidão. Estas letras o provam. Quando estava sozinha, tentava sempre vir-te escrever, sentido-me acompanhada por algo que despertava a minha atenção. Durante todo este tempo, desde Novembro de 2011, tenho-te vindo a estudar. Descubro coisas que nem eu própria sabia existirem e toda a tua receptibilidade a esta ideia fez-me crer que realmente ainda não te conheço bem. Deixaste-me surpresa e com vontade de ainda te escrever mais e mais e mais.
Sempre pensei que, nesta aventura de "Livro", escreveria até te ver e, quando tivesses de te ir embora, ias sem que nada o travasse. Certo é que o tempo não deixou isso acontecer, que tu não o deixaste acontecer e o meu sorriso aumentou quando percebi isso. Se a tua passagem pela minha vida for só isto, eu sei que já não serás indiferente. Se a tua passagem na minha vida se encerrar com a leitura destas letras, eu vou-me sentir feliz. Se o teu nome ficar impresso aqui, se não deixares de sorrir, mesmo que eu não veja, eu saberei que valeu a pena tudo isto, o tempo que escrevi, que te estudei, que te tentei arrancar um sorriso. Acredita que, se ao leres estas letras estiveres a sorrir, eu não me esquecerei do teu nome. Não me esquecerei do teu sorriso e, assim, contribuirás para a minha felicidade. 

Sem comentários:

Enviar um comentário