vós soubestes aparecer no digno momento, e com dignidade sabeis tornar cada momento no momento, marcar o compasso, ajustar a melodia e fazer música. Sabeis fazer poesia, transcendente a mim, ao meu poder como escritora de sonhos. Vós sabeis que a música tem a sua poesia, as rimas perfeitas, as notas perfeitas. Vossa presença carrega um pouco de tudo isso, o que compõe a poesia, mesmo que nas teclas mais frágeis, difíceis de afinar, mesmo nas teclas mais fortes, difíceis de quebrar e vós sabeis exactamente qual o momento em que as tocar, como as tocar. Vós sabeis exactamente as palavras que gosto, as rimas que meus ouvidos imploram, as notas mais agudas que o meu coração pede e as mais graves que a minha cabeça ordena, por isso vossa melodia jamais perderá o sentido. O sentido dessa poesia musical, das notas em tempos certos, do compasso e da música, reside todo numa sinfonia que nem eu própria sei tocar. A vossa presença sabe quando a tocar, mas eu não sei como tocar, nem sei como me toca. O que é certo é que toca e não faz ferida, que toca grave e não faz barulho, que toca aguda e faz, oh se faz... poesia.
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