Deixo-te todos os dias com pena minha. Cada vez me pareces mais encantador, como aqueles livros que nos prendem e nos remexem por dentro, despenteiam e arrepiam todos os nossos pêlos do corpo. Cada vez mais acho que és uma história inacabada, como toda a gente, mas a tua história tem mais percursos. Sinto que és capaz de tudo e mais alguma coisa, sentido-me assim junto de ti, da tua história que não sei. Apenas sei que tens muita história, muitas histórias por contar.
Sei que nunca me vais contar, sei que nunca me irás dizer todas estas histórias que sei que tens, porém vivo com gosto de saber que te vejo, que te tenho junto a mim, mesmo que longe, extremamente longe de mim. Vivo com o gosto de saber que posso contemplar o teu escondido sorriso, mesmo que poucas vezes. Aliás, todo o meu gosto reside, sobretudo, no teu olhar. Esse sim, posso contemplar sem tu saberes, sem ter a tua permissão! E até que tenha o teu olhar, terei o meu querido livro, terei o teu livro em branco nas minhas mãos e tu, ter-me-ás, sem saberes, junto da tua preciosa alma. Se te pudesse dizer tudo isto, dizer-te-ia que me terás sempre junto de ti, que me terás sempre junto do teu olhar. Se te pudesse dizer tudo isto, dizer-te-ia que tens o olhar mais encantador do mundo.
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