always here?

afastar-me de ti ou deixar-te organizar tudo nos conformes, implica uma aversão à minha alma, sentimento e à imagem que constitui de ti. Por um lado, acaba por ser melhor para ti, por outro acaba por não ser tão bom para mim. Habituei-me em demasia a ti, a encher o peito do brilho que provém do teu sorriso, todos ou quase todos os dias e, deixar secar, cá dentro, o cloreto de sódio devido à tua alegria. Aprendi a deixar as lágrimas todas de parte e a pôr toda a tua felicidade, que sempre me soubeste transmitir tão bem, por cima de todas as coisas negativas.
Ambas sabemos que desde o inicio de Setembro o equilíbrio que tento manter, tem vindo a ter gravíssimas depressões (não fosse fruto disso o Sporting jogar em casa), mas também sei que sentimos, ou pelo menos eu sinto que, depois de algum tempo, fora do comum, sem nos vermos, tocarmos, faz com que o "reencontro", por vezes, seja mais doce. Contudo o meu gosto pela negatividade, reitera e, o tempo cada vez mais, se torna o meu maior inimigo e o melhor amigo das minhas lágrimas. delas têm vindo todas e quaisquer dores que me sabem, melhor que ninguém, tirar o sono. Ora, vendo bem, já nem tempo tenho para dormir. E, se queres que te diga, nem faço questão de dormir. Sonhar sei que só sonho acordada e pesadelos também já tenho suficientes... para que hei-de dormir? Para descansar? nem a dormir o consigo. Cada vez mais acho que dormir é apenas o modo de "standby" do ser humano, no qual puseram sonhos para que não nos apercebamos da sua inutilidade.
No meu estado vegetal, por dentro, o sono é um desperdício, tal como o tempo tem sido para mim. É injusto o tempo pelo qual passamos, vendo bem, só tu sabes ser algo, contudo já nem tu estás aqui, já mal te vejo... e não, não ceguei a alma ou o coração, nem os teus gelaram, apenas o tempo me colocou uma venda na alma, onde guardava a magia do teu coração, a meiguice da tua alma.

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